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Proteína na recuperação de lesão: o que a alimentação faz

Equipe FisioAbreu4 min de leitura

prato com arroz, feijão, farofa e ovo frito
Foto: Daigoro Folz / Pexels

Uma torção séria, uma fratura, uma cirurgia de ombro. Durante a recuperação, a atenção vai toda para a fisioterapia, o remédio e o repouso. O prato fica em segundo plano, e muita gente come menos do que antes justamente nessa fase. Só que o corpo está construindo tecido novo, e para isso precisa de matéria-prima.

o que o corpo está fazendo

Depois de uma lesão, o organismo entra em modo de reparo. Ele precisa formar cicatriz, reconstruir fibras de tendão e ligamento, consolidar osso e, em muitos casos, recuperar o músculo que se perdeu.

Essa última parte costuma ser subestimada. Quando um braço ou uma perna fica imobilizado ou pouco usado, a musculatura perde volume e força mais rápido do que a maioria imagina. Quem já tirou um gesso conhece a cena: a perna parece mais fina que a outra.

Tudo isso é feito de proteína. O colágeno, base de tendões, ligamentos e da estrutura do osso, é uma proteína. As fibras musculares também. Com pouca proteína na dieta, o corpo tem menos material para trabalhar.

proteína sozinha não reconstrói músculo

Esse é o ponto que mais gera confusão. Comer mais proteína não faz o músculo voltar se ele não for usado. O que sinaliza para o corpo que aquele músculo precisa crescer de novo é o esforço, ou seja, o exercício da reabilitação.

A alimentação fornece o material. O movimento dá a ordem para usar. Um sem o outro rende pouco, e por isso a proteína faz mais sentido acompanhando um programa de exercício progressivo, nunca no lugar dele.

onde está a proteína no prato comum

Não precisa de nada exótico. As fontes do dia a dia resolvem bem:

  • carnes, frango e peixe
  • ovos
  • leite, iogurte e queijos
  • feijão, lentilha, grão-de-bico, ervilha e soja

As proteínas de origem animal são mais completas por natureza. As vegetais funcionam muito bem quando combinadas ao longo do dia, e o arroz com feijão é o exemplo clássico dessa combinação.

Um ajuste que costuma fazer diferença é distribuir a proteína entre as refeições, em vez de concentrar tudo no almoço e no jantar. Café da manhã só com pão e café quase não tem proteína. Um ovo, um iogurte ou uma fatia de queijo mudam esse quadro sem complicar a rotina.

o que mais entra na conta

Proteína é o nome mais conhecido, mas não trabalha sozinha.

O corpo também precisa de energia suficiente. Quem corta muito a comida na recuperação, às vezes com medo de engordar por estar parado, faz o organismo queimar proteína como combustível em vez de usá-la para reconstruir. Comer pouco demais nessa fase atrapalha.

A vitamina C participa da formação do colágeno e está em frutas como laranja, acerola, goiaba e kiwi, e em verduras cruas. O zinco, presente em carnes, ovos, castanhas e leguminosas, participa da cicatrização. Nas fraturas, cálcio e vitamina D entram em cena para o osso.

A água também conta. A hidratação costuma cair quando a pessoa está com a mobilidade reduzida e evita levantar para ir ao banheiro.

quando o apetite some

A dor, alguns medicamentos e a falta de atividade costumam tirar a fome. É comum a pessoa em recuperação comer bem menos do que comia. Em idosos, que já tendem a consumir pouca proteína, isso pesa ainda mais.

Algumas estratégias ajudam: refeições menores e mais frequentes, começar o prato pela parte proteica quando a fome é pouca, e lanches simples como iogurte, ovo cozido, queijo ou uma vitamina de leite com fruta.

e o suplemento de proteína

O suplemento em pó virou quase automático para quem está se recuperando de lesão, mas nem todo mundo precisa. Para muita gente, a comida bem distribuída cobre a necessidade. Para outros, especialmente quem tem pouco apetite, quem é idoso ou quem passou por cirurgia grande, ele pode ser útil.

Quanto de proteína cada pessoa precisa depende do peso, da idade, do tipo de lesão, do nível de atividade e de outras doenças. Esse cálculo é individual e cabe ao nutricionista. Na consulta de nutrição, o plano é ajustado à fase da recuperação e conversa com o que está sendo feito na reabilitação. Na FisioAbreu, a nutrição atende na unidade Castro Alves, que também tem fisioterapia, o que facilita alinhar as duas frentes.

Quem tem doença renal, diabetes ou outra condição que exija dieta específica não deve aumentar a proteína nem começar suplemento por conta própria. Converse antes com o médico que acompanha o caso.

na prática

Durante a recuperação, o prato faz parte do tratamento. Não precisa de fórmula complicada: proteína em todas as refeições, comida em quantidade suficiente, frutas e verduras, água. O resto é o exercício da reabilitação fazendo a parte dele. Se a recuperação parece mais lenta do que o esperado, ou se o apetite desapareceu, vale olhar também para o que está no prato.

Conteúdo informativo, escrito pela equipe da FisioAbreu. Não substitui a avaliação de um fisioterapeuta ou médico. Se a dor for intensa, persistente ou vier acompanhada de febre, perda de força ou formigamento, procure atendimento.

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FisioAbreu · Responsável técnico: Eduardo Abreu - Crefito 6519-F