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Perda de massa muscular depois dos 60: o que ajuda

Equipe FisioAbreu4 min de leitura

mulher preparando comida no fogão da própria cozinha
Foto: Mikhail Nilov / Pexels

A tampa do pote não abre mais na primeira tentativa. Levantar da poltrona baixa virou coisa de apoiar as duas mãos. A escada do prédio, que nunca foi problema, agora pede uma parada no meio.

Nada disso é só idade. É perda de massa e de força muscular, e ela responde a estímulo.

o que acontece com o músculo ao longo dos anos

A partir da meia-idade o corpo perde massa muscular de forma lenta e contínua, e o ritmo acelera depois dos 60. O nome disso é sarcopenia.

O detalhe que costuma passar despercebido é que a força cai mais rápido que o volume. Ou seja, o braço pode parecer o mesmo e ainda assim segurar menos peso. Por isso o espelho é um mau indicador aqui.

Perda de músculo tem consequência prática. Menos força significa mais dificuldade para levantar, menos equilíbrio para se recuperar de um tropeço e mais tempo de recuperação depois de qualquer internação.

os sinais aparecem no cotidiano antes da balança

O peso na balança pode nem mudar, porque a gordura ocupa o espaço que era do músculo. O que muda é o que você consegue fazer:

  • levantar da cadeira sem usar os braços ficou difícil
  • a velocidade da caminhada diminuiu, e você passou a ser ultrapassado na calçada
  • carregar a sacola do mercado por um quarteirão cansa mais que antes
  • abrir embalagens, garrafas e potes exige ajuda
  • houve algum tropeço ou queda no último ano

Vale prestar atenção quando esses sinais aparecem juntos e ao longo de meses.

duas coisas seguram a perda, e uma sozinha não resolve

A primeira é estímulo de força. Músculo mantém o que é exigido dele, e nada mais. Caminhar faz bem ao coração, ao humor e ao equilíbrio, mas não é estímulo suficiente para manter a força de quem já está perdendo. É preciso trabalho contra resistência, que pode ser peso, elástico, aparelho ou o peso do próprio corpo, com progressão ao longo das semanas.

A boa notícia é que músculo responde a treino em qualquer idade. Mais devagar que aos 30, mas responde.

A segunda é comer proteína suficiente. Depois dos 60 o corpo aproveita a proteína da alimentação com menos eficiência, e a necessidade proporcional sobe em vez de cair. Além da quantidade, importa a distribuição: muita gente concentra quase toda a proteína no almoço e passa o café da manhã e a janta praticamente sem ela, o que rende menos ao corpo do que a mesma quantidade espalhada nas refeições do dia.

Quanto, de quais alimentos e como caber no orçamento é conversa de consulta. É o tipo de ajuste que a nutrição faz olhando exames, apetite, mastigação, remédios em uso e o que a pessoa realmente gosta de comer, em vez de uma tabela genérica.

Treinar sem comer proteína suficiente rende pouco. Comer bem sem estímulo de força também.

o que atrapalha sem parecer

Algumas situações aceleram a perda e passam batido:

  • dieta restritiva por conta própria para emagrecer, que corta calorias e proteína junto
  • semanas de repouso depois de uma internação, uma cirurgia ou uma fratura. Poucos dias na cama já custam força, e a recuperação depois exige trabalho ativo
  • perda de apetite, comum com alguns remédios e em quadros de tristeza e isolamento
  • dentes e próteses em mau estado, que fazem a pessoa evitar carne e alimentos mais firmes

quando procurar avaliação

Alguns sinais pedem consulta médica antes de qualquer plano de exercício:

  • perda de peso sem você ter tentado emagrecer
  • fraqueza que apareceu de repente, ou que atinge só um lado do corpo
  • queda com batida na cabeça, ou quedas repetidas
  • cansaço novo e desproporcional para as tarefas de sempre

Fora esses casos, o caminho comum é uma avaliação que meça força, equilíbrio e o que está limitando as tarefas do dia, para então montar a progressão certa. Esse é o trabalho da fisioterapia com pessoa idosa, e ele anda junto com a parte alimentar.

por onde começar

Comece por medir alguma coisa que dê para acompanhar: quantas vezes você levanta da cadeira em trinta segundos sem usar os braços, ou quanto tempo leva para caminhar até a esquina. É simples, é seu, e daqui a dois meses vai dizer se o que você está fazendo funciona.

Conteúdo informativo, escrito pela equipe da FisioAbreu. Não substitui a avaliação de um fisioterapeuta ou médico. Se a dor for intensa, persistente ou vier acompanhada de febre, perda de força ou formigamento, procure atendimento.

Quer avaliar isso com um fisioterapeuta?

A avaliação é o que define o plano de tratamento: sem ela, qualquer conduta é chute. A recepção responde no WhatsApp em horário comercial.

FisioAbreu · Responsável técnico: Eduardo Abreu - Crefito 6519-F