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Prótese de quadril: como são as primeiras semanas de fisioterapia

Equipe FisioAbreu4 min de leitura

pessoa idosa caminhando de muletas pelo corredor de um hospital
Foto: Stéf -b. / Pexels

A cirurgia terminou, a prótese está no lugar, e agora a recuperação depende muito do que acontece nas semanas seguintes. A fisioterapia começa cedo, muitas vezes ainda no hospital, e acompanha cada etapa: levantar da cama, dar os primeiros passos, voltar para casa, retomar a rotina. O ritmo varia bastante de pessoa para pessoa, e é o cirurgião quem dá as regras de cada fase.

ainda no hospital

Na maioria dos casos, a equipe incentiva a pessoa a sair da cama cedo, conforme a liberação médica. Levantar cedo ajuda a circulação, o pulmão, o intestino e a confiança.

Os primeiros exercícios são simples, feitos na cama: mexer os tornozelos para cima e para baixo, contrair a coxa e o glúteo, respirar fundo. Parecem pouco, mas mantêm o sangue circulando nas pernas e acordam a musculatura que acabou de passar por uma cirurgia.

Depois vem o treino de levantar: deitar e sentar, sentar e ficar em pé, dar alguns passos com andador. O fisioterapeuta ensina a sequência de movimentos para fazer isso sem forçar o quadril operado.

as precauções dependem da cirurgia

Aqui está o ponto que mais confunde quem pesquisa na internet. As restrições de movimento depois da prótese de quadril não são iguais para todo mundo. Elas dependem da via de acesso usada na cirurgia (por trás, pela lateral ou pela frente do quadril), do tipo de prótese e da avaliação do cirurgião.

Na via posterior, por exemplo, costuma-se pedir cuidado com dobrar muito o quadril, cruzar as pernas e girar a perna para dentro. Em outras vias, as restrições são diferentes, e em alguns casos são mínimas.

Siga as precauções que o seu cirurgião passou, mesmo que um vizinho, um parente ou um vídeo diga outra coisa. Elas foram pensadas para a sua cirurgia.

Por isso, a primeira coisa que a fisioterapia faz é conferir quais são as orientações do cirurgião para aquele caso. O plano de exercícios é montado em cima delas.

as primeiras semanas em casa

Em casa, o trabalho continua. O foco das primeiras semanas costuma ser:

  • caminhar com o auxílio indicado (andador, muletas ou bengala), aumentando a distância aos poucos
  • fortalecer glúteos e coxa, que perdem força rápido
  • recuperar o movimento do quadril dentro dos limites liberados
  • treinar as atividades do dia a dia: sentar e levantar da cadeira, entrar e sair da cama, usar o vaso sanitário, tomar banho

A troca do andador para muletas, e das muletas para a bengala, segue a liberação do cirurgião e a avaliação do fisioterapeuta. Não existe um dia certo que valha para todos. Cada etapa depende de como a pessoa caminha, do equilíbrio e da força.

A escada costuma ser treinada antes de ser usada sozinho. O fisioterapeuta ensina qual perna vai primeiro na subida e na descida, e como usar o corrimão e a muleta juntos.

como preparar a casa

Algumas mudanças simples deixam essa fase mais segura:

  • tirar tapetes soltos e fios do caminho
  • deixar os objetos de uso diário na altura da mão, sem precisar abaixar
  • usar cadeira firme, com braços e assento mais alto
  • considerar um elevado de assento sanitário e barras de apoio no banheiro
  • ter luz no caminho entre o quarto e o banheiro, para a noite

Uma queda nessas semanas é o que mais preocupa. Vale gastar tempo com isso antes da alta.

dor, inchaço e cansaço

Algum grau de dor e inchaço na coxa e na perna é esperado no início. O cansaço também, porque o corpo está gastando energia para cicatrizar.

A dor que aparece durante o exercício e passa logo depois costuma ser aceitável. A dor que fica mais forte a cada dia, ou que acorda à noite, precisa ser comunicada à equipe. O fisioterapeuta ajusta a intensidade, e o cirurgião avalia se há algo além do esperado.

O objetivo da fisioterapia nessa fase é recuperar a independência com segurança. Força, equilíbrio e marcha são trabalhados juntos, sessão a sessão, com o plano ajustado conforme a evolução.

sinais que pedem contato imediato com o médico

  • dor, calor e inchaço na panturrilha, principalmente de um lado só
  • falta de ar ou dor no peito
  • febre, ou ferida operatória vermelha, quente ou com secreção
  • dor súbita e forte no quadril, com estalo, perna que parece mais curta ou virada
  • incapacidade repentina de apoiar a perna

Os dois primeiros podem indicar trombose ou embolia, e pedem pronto atendimento.

o que esperar daqui para a frente

A recuperação de uma prótese de quadril não é uma linha reta. Há dias melhores e dias mais cansados, e isso é normal. O que se busca nas primeiras semanas é sair de casa com segurança, caminhar com cada vez menos apoio e fazer as atividades básicas sozinho. Cada avanço é liberado pelo cirurgião e acompanhado pelo fisioterapeuta, e anotar as dúvidas para a próxima consulta ajuda a não ficar decidindo sozinho.

Conteúdo informativo, escrito pela equipe da FisioAbreu. Não substitui a avaliação de um fisioterapeuta ou médico. Se a dor for intensa, persistente ou vier acompanhada de febre, perda de força ou formigamento, procure atendimento.

Quer avaliar isso com um fisioterapeuta?

A avaliação é o que define o plano de tratamento: sem ela, qualquer conduta é chute. A recepção responde no WhatsApp em horário comercial.

FisioAbreu · Responsável técnico: Eduardo Abreu - Crefito 6519-F