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Dor no quadril ao deitar de lado: as causas mais comuns

Equipe FisioAbreu4 min de leitura

mulher dormindo de lado na cama, perto da janela
Foto: Andrea Piacquadio / Pexels

Deitar de lado é o jeito de dormir da maioria das pessoas. Quando o quadril começa a doer nessa posição, a noite vira uma sequência de viradas: deita sobre o lado dolorido, acorda, vira para o outro, o quadril de cima pende e também dói.

A dor fica na lateral do quadril, num ponto ósseo que qualquer um consegue sentir, e é sensível ao toque. Sentar por muito tempo, cruzar as pernas e subir escada costumam incomodar também.

de onde vem essa dor lateral

Na lateral do quadril fica o trocanter maior, uma saliência do fêmur onde se prendem os músculos glúteos. Por cima dele passam tendões e uma bursa, que é uma bolsinha de líquido que reduz o atrito. Por muitos anos essa dor foi chamada de bursite trocantérica, como se o problema fosse só a bolsa.

Hoje se sabe que, na maior parte dos casos, o principal envolvido é o tendão do glúteo médio, que sofre por compressão e sobrecarga. Por isso o nome mais usado passou a ser síndrome dolorosa do trocanter maior. A bursa pode inflamar junto, mas raramente é a origem.

Deitar de lado dói porque o próprio peso do corpo comprime o tendão contra o osso, no lado de baixo. No lado de cima, a perna que cai à frente estica o tendão sobre o trocanter, e comprime do mesmo jeito.

quem costuma ter

É mais frequente em mulheres, entre os 40 e os 65 anos. Aparece muito em quem aumentou a caminhada de repente, em quem tem fraqueza dos glúteos, e em quem passa longos períodos sentado com as pernas cruzadas ou em cadeira baixa. Diferença de comprimento entre as pernas e dor lombar antiga também aparecem junto com frequência.

o que é diferente da artrose do quadril

A artrose do quadril dói na virilha, não na lateral, e limita movimentos como calçar o sapato e abrir as pernas. A dor lateral que piora deitado de lado, com ponto sensível ao apertar, aponta para o tendão. As duas podem coexistir, e a avaliação separa uma da outra.

Dor que desce pela lateral da coxa até o joelho também pode acontecer, e às vezes confunde com ciático. A diferença é que a dor de origem no trocanter não passa do joelho, não dá formigamento e piora ao apertar o ponto.

quando é para procurar médico

Dor no quadril depois de queda, principalmente depois dos 60, precisa de raio-x antes de qualquer outra coisa. Dor que impede de apoiar o pé no chão, febre junto, inchaço visível ou perda de peso sem explicação também são sinais para não esperar.

o que costuma piorar sem a pessoa perceber

Alguns hábitos comprimem o tendão contra o osso ao longo do dia todo:

  • ficar em pé com o peso todo numa perna, a bacia caída para o lado
  • sentar com as pernas cruzadas, ou com os joelhos mais altos que o quadril
  • dormir de lado sem nada entre os joelhos
  • alongar a lateral do quadril com força, cruzando a perna sobre a outra

Esse último surpreende. O alongamento que parece lógico para uma dor muscular comprime justamente a estrutura que está irritada.

Enquanto a dor está ativa, um travesseiro entre os joelhos ao deitar de lado mantém a perna de cima alinhada com o quadril e tira boa parte da compressão. É a mudança mais simples e a que mais gente relata como decisiva para dormir.

o que o tratamento faz

A fisioterapia começa por avaliar a força dos glúteos, a forma como você fica em pé e caminha, e a mobilidade da lombar e do quadril. O tratamento tem duas frentes. Uma é reduzir a compressão, com ajustes de posição e de hábito. A outra, que é a que sustenta o resultado, é fortalecer o glúteo médio de forma progressiva, para o tendão voltar a suportar carga.

Repouso absoluto não funciona bem aqui, pelo mesmo motivo de outras tendinopatias: o tendão precisa de carga na medida certa para se reorganizar. Infiltração é decisão médica e, quando usada, costuma ser um alívio para permitir o trabalho de força, não uma solução isolada.

o que observar

Note se a dor é na lateral ou na virilha, se ela passa do joelho, e se apertar o ponto reproduz o incômodo. Com essas três respostas, a avaliação já sai bem direcionada.

Conteúdo informativo, escrito pela equipe da FisioAbreu. Não substitui a avaliação de um fisioterapeuta ou médico. Se a dor for intensa, persistente ou vier acompanhada de febre, perda de força ou formigamento, procure atendimento.

Quer avaliar isso com um fisioterapeuta?

A avaliação é o que define o plano de tratamento: sem ela, qualquer conduta é chute. A recepção responde no WhatsApp em horário comercial.

FisioAbreu · Responsável técnico: Eduardo Abreu - Crefito 6519-F